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Você entrou numa crise... E agora?!


Crises são sempre um momento complicado na vida que nós gostaríamos de nunca passar, mas a verdade é que nunca conheci alguém que tenha conseguido passar pela vida sem uma dessas. Até porque, elas têm vários jeitinhos de se instalar. Algumas vêm na vida financeira, outras na saúde e, talvez as mais comuns, na área sentimental e dos relacionamentos. Mas a verdade é que, por mais que tentemos escapar, uma hora elas vêm.

Quando isso acontecer, nada de desespero. É preciso manter a cabeça fria para tomar atitudes assertivas diante do problema e a clara compreensão de que é só uma crise e que vai passar. Se você é iniciante no mundo dos problemas, vão aqui algumas dicas do que aprendi em períodos de crise.

♥ O desespero piora tudo. Claro que a novidade do desconforto, medo, do imprevisível pode acabar nos levando a reações terríveis como insônia, má alimentação (alguns comem demais, outros de menos), tristeza profunda e até depressão. Mas o fato é que quando as coisas não vão bem, é necessário juntarmos nossas forças, colocar a cabeça no lugar e saber que só pensando com clareza é que se vai chegar em algum resultado.

♥ Pense no seu pior cenário. Pense no pior que pode lhe acontecer e como você faria para conviver com estas conseqüências. Possivelmente, o pior que pode lhe acontecer não é tão ruim quanto nossa cabeça tende a fantasiar. Na maior parte das vezes, temos a impressão de que se tivermos que vender o carro, por exemplo, vamos regredir na vida, passar por vergonha e humilhação, perder algo muito importante, quando, na verdade, vamos mesmo resolver o problema abrindo mão de um bem que pode ser reconquistado no futuro. Por isso, visualizar o seu pior cenário, às vezes, ajuda a acalmar.

♥ É bom ter alguém ao lado. Amigos, família, namorado / marido ajudam. É muito bom ter alguém para desabafar, alguém que tenha paciência de ouvir o que você quer dizer repetitivamente. Busque companhia de quem realmente se importa com você, pois toda dificuldade se torna ainda mais obscura se tivermos que passar por ela sozinha. Ter alguém ao lado nos ajuda a lembrar que, haja o que houver, a vida continua e você nunca estará desamparado.

♥ Ajuda profissional também vale. Mesmo tendo as melhores pessoas do mundo ao lado, nem sempre eles poderão dar o suporte que você precisa nessa hora. Por isso, a terapia é sempre uma boa alternativa. Ela te ajuda a prestar atenção na sua vida e no que você precisa mudar, a enxergar que, às vezes, a sua atitude diante do problema é o maior problema. Além do mais, por mais que as pessoas que estão ao seu lado queiram ajudá-lo, cuidado para não sobrecarregá-las.

♥ Tenha fé. Em todos meus momentos de dificuldade, a fé foi o que mais me ajudou. Existe um versículo bíblico que define muito bem o que a ela é: 
“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” Hebreus 11:1. 
Assim, a fé é o que alimenta a nossa esperança e nos ajuda a acreditar que coisas melhores estão por vir. Sei que nem todos são cristão, mas penso que os seres humanos são necessitados de acreditar em algo maior, ter fé.

♥ Cuide-se! Comumente, quando algo negativo que não esperamos nos acontece, a primeira reação é parar de fazer coisas cotidianas. Paramos de cuidar da saúde, seguir a dieta e até de cuidar da aparência. É como se houvesse uma indagação interior: “mas qual é o ponto de fazer tudo isso”? Bem, a questão é que se você deixar outras áreas da sua vida se deteriorarem em razão de um problema isolado, você só estará fazendo o problema crescer. Além disso, auto-estima e auto-confiança estão relacionadas ao seu estado físico também. Pratique exercícios físicos sempre, isso te ajudará a relaxar, a manter a dieta em ordem (porque o apetite aparece nas horas certinhas) e a dormir bem.

♥ Saia para ver o mundo. Não se entregue, vá ver o mundo, as pessoas nas suas rotinas, as luzes da sua cidade. Você vai encontrar muita beleza no cotidiano, vai descobrir que existem pessoas com problemas maiores que o seu que têm sido fortes e continuado caminhando. Visite exposições, vá ao centro da cidade, veja os jardins, distraia-se com aquilo que você nunca reparou antes (e tire fotos, por favor)!

♥ Valorize o que você já conquistou. Outra tendência incrível que temos é de anular nossos acertos através de um erro. Quando algo não dá certo, tendemos a uma sensação de auto-piedade em que tudo que temos e somos se torna ruim. Isso não é verdade. Por mais que você esteja numa crise (seja ela financeira ou um relacionamento que acabou ou a sua saúde não esteja tão bem...) sempre existem coisas boas que vivemos, criamos e que podemos guardar com muito carinho. Não se apegue tanto ao problema, lembre de todas as vezes que você conseguiu ou deu a volta por cima!

Pin Up Love: porque eu amo


Amo as Pin Ups! Nenhuma novidade nisso, já que o blog é cheio delas. Mas sabe por quê? Não pela sensualidade dessas moças, que é tão gritante e, muitas vezes, é tudo que se consegue obter das imagens. O que amo das Pin Ups é a autoconfiança que elas inevitavelmente demonstram. O olhar penetrante, a coragem de se mostrar tão femininas num período em que a moral era, sem dúvida, mais severa que nos dias de hoje.

A feminilidade aparece de forma quase agressiva dentro dessa abordagem, as curvas são valorizadas (independente de ser uma modelo miudinha ou ‘plus size’, como chamamos agora). Ainda hoje, com as pin ups modernas que também aparecem aqui, há uma busca pela construção de um novo e diversificado padrão de beleza. Tatuagens, alargadores, roupas e sapatos lindamente adaptados aos desejos de consumo destas meninas (nada comerciais), tudo isso pode ser encontrado no universo delas. Mas não há padrões, meninas de pele livre de tinta, cheias de timidez, porém sempre com um tanto de amor próprio, autoconfiança entram na brincadeira também.




Cuidar de si mesma, amar-se com muita vontade, faz bem. Truques de maquiagem podem ajudar a valorizar aquilo que se tem de melhor, um cabelo bem penteado pode encher o peito de confiança e essas mulheres sabiam/sabem disso. Claro que são atos simbólicos, superficiais, que incentivam a aparição de sentimentos bem mais profundos. O fato é que se você se sente o melhor que pode ser, possivelmente você agirá da melhor maneira e saberá receber admiração dos outros com a tal confiança.


Muitas de nós precisam disso, dessa dose de amor próprio e autoconfiança. Precisamos nos sentir valorosas, tanto na aparência quanto nas opiniões que colocamos na sociedade, na certeza de que estamos construindo algo. Assim como essas Pin Ups trouxeram novos pontos de vista sobre a feminilidade e a sexualidade das mulheres e foram sim importantes no imaginário de marinheiros e soldados (que se mantiveram nos eixos sonhando com elas), nós podemos continuar essa história.


A minha dica: procure aquilo que te faz se sentir tudo de bom! O batom, o corte de cabelo, a leitura que te enche de ideias e opiniões gostosas de ouvir, o curso que te melhora naquilo que você ama fazer. Só não deixe sua vida passar de forma que você se sinta mais ou menos. Ser mais ou menos não tem graça. Bom mesmo é andar por aí sabendo que você representa...

I'm CEO...


Estive trabalhando muito, muito. O resultado de muito trabalho é promoção, o resultado de uma promoção é mais trabalho e experiência, que me levou a uma reflexão. Pensei sobre o que quero realmente da minha vida, o que de fato importa.

Percebi que, muitas vezes, vivemos uma vida inteira sem ter certeza de quem somos. Não naquele sentido de se “descobrir”, filosoficamente falando (ou de um jeito piegas qualquer). Levamos a vida sem observar o que nos faz feliz, o que nos dá conforto, quais maus hábitos precisam ser abandonados, quem são as melhores companhias. 

O fluxo de trabalho, de acontecimentos vai nos guiando a um lugar qualquer, longe do que pode se chamar de ideal. E assim, como que por epifania, percebi algumas coisas sérias na minha vida que, muito provavelmente, servem para sua também.

A primeira é que, inevitavelmente, somos produto do meio.  Logo, não adianta nem pensar que você vai conseguir ser totalmente autêntico e diferente das pessoas com quem você convive. Você não vai. Tenho certeza que você já ouviu falar sobre selecionar suas companhias, escolher as pessoas mais alegres, interessantes, atraentes para estar ao seu redor. Bem, se como eu, você pensou que isso era baboseira, pense em reconsiderar.

Ao mesmo tempo, e sei o quanto isso é contraditório, percebi que quem nós somos, nós sempre seremos, lá no íntimo. Por mais que você desgoste de determinadas características suas, não adianta, não vai conseguir mudar (não todas elas). Eu sou uma pessoa de mercado. Por mais que já tenha repetido mil vezes que estou cansada, que quero me afastar dos negócios e mexer com arte e moda, a verdade é que a pressão e a adrenalina do mundo corporativo são a minha vida.

E foi quando caí nessa real que pensei, qual é o sentido de tentar manter um blog que não reflete, de verdade, aquilo que realmente vivo? Porque tentar manter uma espécie de zine que eu mal consigo me inspirar para postar? Ou mesmo, tentar copiar outros blogs que admiro? Não dá. Uma das minhas bandas favoritas, o Dream Theater, canta “what we have been is what we are”.

Em suma, se você gosta dos posts de moda, design e produtos de beleza, eles não vão acabar. Mas, se você sempre teve curiosidade de saber como é a vida de uma mulher, jovem, diretora de um grupo de empresas com predominância masculina e, ainda, como ela se vira para dar conta, acho que agora sim, estamos juntos.