Love

Edgar Allan Poe é, sem dúvida, um dos maiores mestres da literatura. Desde que li Annabel Lee pela primeira vez, não pude mais descansar de ler os versos dele. Sei que em boa parte são um pouco mórbidas suas poesias e fragmentos de obra, mas acho que é aí que ele capta um pouco da natureza humana.

Do lado de cá, do Brasil, também faço elogios a Fabrício Carpinejar que, em alguns parágrafos, conseguiu resumir o sentimento de comoção nacional que o evento de Santa Maria causou. Ele disse que morreu ali, que todos nós morremos um pouco. E morremos. Porque todos nós poderíamos ser um dos jovens que estavam perto do palco, que se desesperaram, que não saíram da casa na hora certa.

Vi algumas publicações na minha timeline de pessoas que diziam não entender toda essa comoção. Que no Brasil se morre o tempo todo de bala perdida, de assalto... Como se o sentimento fosse ciência exata e, pior, como se certo mesmo fosse ignorar o sofrimento de pais desolados pela ausência dos filhos, como se ignora diariamente os índices da violência.

Enfim, nesse fim de semana, de muita chuva, muito choro e exaustão, creio que não só eu, mas muitos de nós se sentem gratos por estarem bem!

Uma semana tranquila a todos!! ♥

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A fantasia e o esperar


Gosto dessa frase do Epicurus. As vezes, esquecemos de celebrar aquilo que temos porque já estamos querendo outra coisa. Não levamos em consideração o quanto desejamos ter o que temos agora, só aquilo que ainda não temos é que parece importante. Alguém se identifica?

Amo a Gala Darling e totalmente inspirada por ela, resolvi fazer listas semanais de gratidão. Aqui no MN vai ser toda segunda, mas se quiser acompanhar as listas da Gala, ela as publica toda quinta!

Esse final de semana tatuei um desenho que queria, com uma pontinha de inspiração no Banksy E viva a revolução da arte de rua! ♥ Passei a manhã com minha amiga Dessa, vendo fofuras no centro comercial e botando a conversa em dia. ♥ Revimos um amigo de outra cidade! ♥ Assistimos ao MMA na casa de outro amigo e a noite foi muito boa para os brasileiros. ♥ Tomei sorvete com todas as coberturas possíveis ♥ Visitei meus pais ♥ Ainda sobrou tempo para ficar debaixo da coberta, vendo a chuva cair e assistindo uma série do Sherlock Holmes inglesa fantástica!


Boa semana, pessoal!

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Feliz ano novo!


Feliz 2013, pessoal! Tenho certeza que esse será o melhor ano de nossas vidas e eu estou muito grata por dividi-lo com vocês.

Feliz Natal!


Desejo a todos um natal de muita alegria! Logo, logo o MN está de volta cheio de histórias fotográficas, firulas sobre moda e mais papo fiado!

Beijo...

Um desabafo sobre a violência urbana

Leitores e amigos que acompanham o blog, bom dia!
Apesar de ter sempre assumido a “linha editorial” que é comum a outros blogs de conteúdo amplo e focado em assuntos femininos, mas, como não levo o blog tão a sério e como acredito que o objetivo central desses continua sendo divulgar ideias e pensamentos, quero comentar algo que aconteceu comigo na sexta-feira.

Cheguei em casa com meu marido para almoçar. Um pequeno oásis durante o dia de trabalho que anda tenso. Ao invés disso, encontramos nossa porta arrombada, a tranca no meio da sala. Nesse momento, tive o impulso louco de entrar correndo e tomando notas mentais do que havia sumido, mesmo antes de ter certeza de que os invasores não estavam lá mais.

Vi os presentes de natal abertos, embrulhos rasgados, alguns realmente haviam sumido. No primeiro andar do apartamento era só isso que havia acontecido, mas quando fomos para o piso de cima, nos quartos, o choque foi nos atingindo em vários golpes. No quarto de casal tudo no chão. Todas as gavetas haviam sido despejadas, desde as de cabeceira da cama até as do guarda-roupa, do armarinho do banheiro. Uma bagunça inédita.

Nos outros quartos, a cena se repetia e nós íamos percebendo o que faltava. Um videogame, um laptop, duas câmaras profissionais, o ipad (boa parte dos meus materiais de trabalho foram embora, nessa farra)... A contabilidade foi aumentando junto com a sensação de invasão, de violação. Marcas de mãos encarvoadas marcavam minha parede, minhas portas. Se a polícia fosse efetiva e tivesse boa vontade, teria material a beça para perícia, mas adivinha? Nem atender a ocorrência eles foram. Nós é que tivemos de nos encaminhar para uma delegacia a fim de registrar o boletim de ocorrência.

Depois disso, as perguntas: quem abriu o portão? Como essa pessoa conhecia nossa rotina, nossos horários? Fomos comprar uma porta mais resistente, uma tranca nova, achar um marceneiro disposto a trabalhar no fim de semana. Mais gastos (perdas), mais bagunça.

Sei que muitos já passaram por isso e que não há muito que fazer, além de aumentar os artefatos de segurança que temos na porta de casa, mas quando acontece, bate essa vontade de desabafar. De falar para as pessoas serem cuidadosas ao abrirem suas portas. Quem puder, mantenha o seguro em dia, porque nunca se sabe. Não mantenham arma nem dinheiro em casa, isso coloca toda sua família em risco.

Acho que é o melhor que nós, enquanto sociedade democrática, podemos fazer, né? Alertarmos uns aos outros e torcer para que um dia a criminalidade seja reduzida pelo seu combate efetivo e por condições mais dignas de vida para as classes necessitadas.